segunda-feira, 13 de abril de 2015

SHOW DOS PARAIBANOS NALDINHO FREIRE E MILTON DORNELLAS NO ESPAÇO O POSTE


OS PARAIBANOS NALDINHO FREIRE E MILTON DORNELLAS FIZERAM O SHOW EM CONCERTO ESSE FIM DE SEMANA NO RECIFE
O Espaço O Poste recebeu o show intimista e inspirado "Milton Dornellas e Naldinho Freire em Concerto", na Rua da Aurora no Recife.
Os dois músicos paraibanos uniram-se aos pernambucanos Alex Mono e Cacau Arcoverde, em duas únicas apresentações.
O show, conduzido num clima de descontração entre amigos músicos, teve cenário expressivo do artista plástico Fernando Duarte, que realçou com a junção da beleza rústica do Espaço O Poste.
Com intervenção poética de Milton e uma movimentação cênica onde os músicos entravam e saiam do palco, por vezes juntando-se à plateia, o caráter da apresentação foi de interação e intimidade com o público presente.
No repertório músicas sensíveis, delicadas e imagéticas, rompem as fronteiras de cada artista e valoriza a junção de músicos nordestinos que universalizam a arte. Nos títulos musicais as composições "Meninos" "Fábula" e "Mandrágora", entre outras, passeiam pelos ritmos característicos da região, com uma pegada universal, quando da mesclagem com um jazz de Milton Dornellas, intitulado de "Mama Jazz" e muito bem conduzido em efeitos de guitarra, por Alex Mono.
As cidades cotadas para a circulação além do Recife, são João Pessoa, Maceió, Brasília e mais adiante, Cabo Verde.
Na plateia as presenças da atriz Daniela Câmara e da jornalista Emília Lucena.












ENTREVISTA O POSTE

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“Somos todos negros…” – Entrevista – O Poste

sábado, abril 11th, 2015
4aParede - O Poste

“Somos todos negros, temos origens idênticas e histórias que nos completam…”


Um dos grupos em maior atuação no teatro pernambucano nos últimos anos, o grupo O Poste Soluções Luminosas, capitaneado por Samuel Santos, Naná Sodré e Agrinez Melo, destacou-se em 2014 por ser um dos grupos teatrais a criar seu próprio espaço – voltado para ensaios, temporadas, cursos, workshops e outras atividades.
Esta forma de resistência cultural e ocupação da cidade pela arte teatro motivou o convite do Magiluth à participação do grupo na programação do TREMA! Festival, em que Naná entrega seu monólogo A Receita (confira o teaser AQUI), dirigida por Samuel.
Confira como foi a entrevista que o Quarta Parede realizou com Samuel.
Entrevista – Márcio Andrade | Imagens – Divulgação

O Poste é um grupo relativamente recente e mostra uma transição pessoal de você, Samuel, que parte de espetáculos infanto-juvenis para outros mais voltados para a “africanidade”. O que motivou essa transição?

O grupo O Poste Soluções Luminosas nem é tão recente assim: ele surgiu em 2004 e tinha sido criado para assessorar, criar e montar iluminação cênica para as produções teatrais da cidade. Em 2008, o grupo muda de perfil e começa a montar seus próprios espetáculos.
Quanto à minha trajetória, na realidade, comecei a dirigir ao mesmo tempo uma peça para crianças – A Terra dos Meninos Pelados – e outra para adultos – Não feche os olhos esta noite. Este é um equilíbrio que será comum durante toda a minha carreira, como os infantis O Amor do Galo pela Galinha D’Água eHistorinhas de Dentro e os adultos A Cantora CarecaBom SamaritanoAuto da Barca dos Mundos,G’Daubach
Mas, em 2008/09, quando dirigi Cordel do Amor Sem Fim, o foco minhas criações volta-se bem mais para o público adulto, com um espetáculo que define a minha poética em termos de construção cênica. Entrar no grupo O Poste veio num momento importante: foi como se eu encontrasse a minha tribo. Eu vinha de dois grupos muito novos e com realidades diferentes da minha. Foi muito boa a vivência com eles, mas ter entrado n’O Poste foi ancestral. Somos todos negros, temos origens idênticas e histórias que nos completam. Naturalmente, a nossa ancestralidade/africanidade influenciou a construção de nossos trabalhos.

O tema do TREMA! Festival, este ano, trata de ocupação e resistência na cidade. Como O Poste lida com isso no cotidiano da criação de um espaço próprio como resposta ao sucateamento dos teatros da cidade?

Independente de ser uma resposta a este sucateamento, tínhamos a necessidade de um espaço nosso para fazermos os treinamentos e as pesquisas. O grupo vinha discutindo esse objetivo: ter um espaço que fosse gerenciado por e para nós, o espaço O Poste. Víamos o afunilamento dos espaços públicos e dissemos “é agora ou nunca”. Possibilitar para que um grupo tenha o seu espaço é sinônimo de ter um pensamento em relação ao teatro. Continuidade e esmero com o seu trabalho.

Como vocês percebem esta pesquisa da ancestralidade em diálogo com uma contemporaneidade cada vez mais permeada pelos aparatos tecnológicos?

O próprio alemão Bertold Brecht, na década de 30, já utilizava recursos tecnológicos para sedimentar a sua poética e fornecer informações para os espectadores – usava gráficos estatísticos, letreiros, fotografias, documentos, noticiários e trechos de filmes.
O nosso teatro é mais fincado na terra, nos elementos, no lúdico e telúrico, nas percepções orgânicas e espirituais. Buscamos mais o sentido da antropologia teatral, do comportamento humano artístico e social com referências na religião de matriz africana, teatro físico e num pesado trabalho do ator com preocupações com a voz e o corpo. Percebo, por vezes, que o teatro desenvolvido por esse nosso segmento teatral parece um pouco estranho e grotesco num primeiro olhar… Como se não fôssemos desse planeta. Quando comparo com o pós-dramático e a freqüente utilização de recursos tecnológicos, às vezes, me pergunto se o que fazemos comunica com o público, diante de tantos pós- dramatismos.
Hoje, a resposta que tenho é que o teatro que desenvolvemos está dentro da contemporaneidade, mesmo sem o uso de aparatos tecnológicos.  O que acontece e que a contemporaneidade é o fazer nesse exato momento, mesmo que, às vezes, você utilize, na encenação, elementos já consagrados de séculos passados ou elementos da atualidade. E para a plateia isso é muito bom, pois aumenta a soma e multiplica as opções da fruição artística.

Sobre “A Receita” e as aproximações entre o feminino e a violência, como estas questões viraram um tema para vocês?

A partir do cotidiano e das memórias da minha infância, pois, quando criança, tinha uma vizinha que apanhava à noite do marido e, na manhã seguinte, andava nas ruas como se nada tivesse acontecido. Éramos orientados a não nos envolver na briga dos vizinhos, mas ficava bastante impactado quando via a minha vizinha pela manhã indo realizar suas compras de óculos escuros, após uma noite violenta. E A Receita foi um espetáculo construído ancorado nesse sentimento de impotência e no visível abandono vivenciado pelas mulheres em situação de violência, mulheres localizadas em várias partes do globo.

O Poste, além da pesquisa e produção de grupo, enfatiza também

Crítica ao espetáculo -A RECEITA -

 http://bit.ly/1IEzAvt

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A Receita de um grupo e de uma atriz

domingo, abril 12th, 2015
Imagens - Fernando Azevedo / Divulgação
Imagens – Fernando Azevedo / Divulgação

Por Bruno Siqueira


A 3ª edição do TREMA! trouxe em sua programação o espetáculo A Receita (confira o teaser AQUI), apresentado nesta sexta-feira (10) no Espaço O Poste para uma plateia numerosa – mais de 100 espectadores para o pequeno e aconchegante espaço do grupo O Poste: Soluçōes Luminosas. Neste trabalho, já apresentado no ano de 2014, Samuel Santos assina a direção, a dramaturgia, a encenação e o figurino. Naná Sodré é a atriz que realiza o solo. É sobre esse recorte que gostaria de tecer algumas breves considerações.
Segundo relato do próprio grupo, A Receita teve como embrião uma cena de 5 minutos, resultado do trabalho que Naná Sodré construiu junto a Eugenio Barba e Julia Varley, no VI Masters-in-Residence, ocorrido em Brasília no ano de 2013. A partir dessa experiência, Samuel Santos e Naná deram continuidade à pesquisa do ator, em Recife, com o apoio do edital de ocupação do Teatro Joaquim Cardozo/UFPE, no período de maio a julho de 2014.
Dialogando com Michael Chekhov, Vsevolod Meyerhold e Eugenio Barba, com foco no teatro físico, Samuel Santos propõe uma encenação minimalista. No espaço cênico, a atriz Naná Sodré, valendo-se de poucos elementos, constrói sua dramaturgia atorial, para mostrar sua persona: uma mulher, casada e mãe, que passa a maior parte de seu tempo na cozinha, sublimando, com a arte culinária, sua condição de mulher oprimida. A persona que a atriz mostra não é só uma. Reflete a vida das várias mulheres que ainda vivem sob o jugo do esposo, homem, macho, cabendo a elas fazerem o que a cultura falocêntrica lhes permite fazer: cuidar do lar, dos filhos, e cozinhar para a família, engolindo não os produtos de sua arte (culinária), mas todas as humilhações que o poder masculino lhes impõe.
Também se trata de uma mulher negra. A encenação dá continuidade às pesquisas que O Poste vem realizando sobre as raízes africanas pertencentes aos nossos processos culturais. Cantos e orações de raízes africanas se misturam, num sincretismo particular, às orações advindas da cultura cristã. O resultado é uma partitura sonora impactante.
Mas essa partitura sonora se perderia na cena se não houvesse uma atriz com o vigor de Naná Sodré. Depois de Cordel do Amor sem Fim e de Ombela, Naná prova, em A receita, que está no auge de sua carreira como atriz. Uma atriz madura, consciente de seus recursos psicofísicos, que constrói uma dramaturgia expressiva com seu próprio corpo. A atriz trabalha sua bios cena, desconstruindo suas técnicas cotidianas e contrapondo a elas as técnicas extracotidianas, na contramão dos condicionamentos habituais do uso do corpo. De acordo com Eugenio Barba, “as técnicas cotidianas do corpo tendem à comunicação; as do virtuosismo a provocar assombro. As técnicas extracotidianas tendem à informação: literalmente põem-em-forma o corpo, tornando-o artístico, artificial, porém crível”.
E o melhor de tudo: a técnica não se sobrepõe à magia da cena. Pelo contrário, faz valer sua própria condição: modo exato de perfazer uma tarefa. Ao final do espetáculo, não ficamos com a sensação de que se trata de um mero exercício para demonstrar uma técnica, como alguns espetáculos daqui de Recife (e de outros horizontes) nos fazem ver. Assistimos, n’ A Receita, a uma arte como produção, como trabalho. Nas palavras de Bosi, um “movimento que arranca o ser do não ser, a forma do amorfo, o ato da potência, o cosmos do caos”. Dos ensinamentos de Barba, de Chekhov e de Meyerhold, a atriz e seu encenador/diretor trans-formam a matéria oferecida pela cultura e recriam uma dramaturgia muito particular, que nos faz viver e sentir não só uma gratificante experiência estética, como também nos permite refletir mais ainda sobre a condição da mulher em nossa sociedade. Da mulher e, em particular, da mulher negra. Bons ventos ao trabalho d’ O Poste: Soluções Luminosas. Bons ventos a Naná Sodré. Que mais composições dessa qualidade nos sejam oferecidas ao deleite e ao encantamento.
REFERÊNCIAS
BARBA, Eugenio. A canoa de papel – tratado de antropologia teatral. 2a. ed. Trad. Patrícia Alves. Brasília: Teatro Caleidoscópico, 2009.
BOSI, Alfredo. Reflexões sobre a arte. 2a. ed. São Paulo: Ática, 1986.

Saiba mais sobre Samuel Santos e O Poste na entrevista realizada pelo 4a Parede AQUI.http://bit.ly/1IEzAvt

quarta-feira, 1 de abril de 2015

RECIFE RECEBE O SHOW “MILTON DORNELLAS E NALDINHO FREIRE EM CONCERTO”

Nos dias 11 e 12 de abril, às 20h, o Espaço O Poste recebe O show “Milton Dornellas e Naldinho Freire Em Concerto”. O concerto é uma iniciativa dos artistas que possuem trabalho solo para mostrarem sua música. É um reencontro de músicos amigos que trabalham há mais de trinta anos juntos. Serão apresentadas músicas de momentos distintos e CDs diferentes. 

Naldinho Freire é músico, compositor e pesquisador. Sua pesquisa se traduz na música de tradição oral do Nordeste.  Em 1995 lançou o LP Lapidar; com show homônimo, viajou por várias capitais do Brasil e países da Europa. Em 1996 participou do CD Alumiação da Companhia Carroça de Mamulengos e integra o CD Coletânea Musiclube, com a música “Boi do Brasil”. Em 2009 e 2010, realizou apresentações musicais em Paris/FR, participou das atividades Culturais do VI Congresso de Estudos sobre a América Latina, na Universidade Le Mirail e do Festival Voix du Brésil  na cidade de Toulouse/FR, em Portugal apresentou seu trabalho musical nas cidades de Tavira e Castro Marim e em Rotterdam na Holanda. De volta Brasil em 2011 publicou o DVD Raízes: traços contemporâneos, que ora o divulga em vários estados brasileiros e outros Países. Além de está se preparando para um novo trabalho musical.

Milton Dornellas mostra no show seu repertório com Viola Caipira e Violão/aço. Também é músico e compositor, nascido no Rio de Janeiro e radicado na Paraíba. Juntamente com Pedro Osmar, Paulo Ró, Totonho, Adeildo Vieira, Escurinho, entre outros importantes músicos do Estado da PB, fundaram o Musiclube da Paraíba. Trata-se de entidade de compositores que teve importante atuação com shows, propondo políticas públicas para cultura, democratização da comunicação, intercâmbio cultural, fortalecimento de mercado de trabalho. Milton já fez shows em várias cidades do Brasil. João Pessoa, Natal, Fortaleza, Amapá, Recife, Aracaju, Rio de janeiro, Juiz de Fora, São Paulo, Maringá. Está preparando repertório para o novo CD Corato, Voz e Viola Caipira.
                                         

Serviço:O evento custa R$ 30,00 e acontece no Espaço O Poste, na Rua da Aurora,n.529, Centro/Recife (Rua da Aurora, esquina com rua Princesa Isabel, próxima a Secretaria de Defesa Social - Polícia Civil de PE).  Informações: (81) 9854 3722












SHOW DO CANTOR NALDINHO FREIRENO ESPAÇO O POSTE!!!!!!!!!!!!VIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

ESPETÁCULO "A RECEITA"NO FESTIVAL TREMA DE TEATRO DE GRUPO EM RECIFE-PE!

Olá queridos!

TREMA! Festival de Teatro de Grupo do Recife  é uma ação organizada pelo grupo de teatro MAGILUTH, e no dia 10 de abril as 20h o referido festival receberá  o espetáculo "A RECEITA" do grupo O Poste Soluções Luminosas
"A RECEITA" é um solo da atriz Naná Sodré, dirigido pelo diretor Samuel Santos,a obra tragicômica descreve um universo feminino e particular,  Naná vive uma mulher anônima e invisível de aproximadamente 48 anos, em situação de total dependência emocional, casada e com filhos, que passa a maior parte do tempo na cozinha tentando temperar suas ilusões com sal, alho e coentro com cebolinha, até mesmo em momentos desatinados. O espetáculo funciona como um espelho, no qual muitas vezes vemos refletir nossas atitudes e comportamentos. 

                                                      O início
“A Receita” teve seu início em Brasília no VI Masters-in-Residence com EUGENIO BARBA e JULIA VARLEY-EDIÇÃO COMEMORATIVA -  O Diálogo das Técnicas 2013, e lá foi apresentada em formato reduzido(5min.) e exercitada a partir das observações do diretor Eugênio Barba e da atriz Julia Varley. Fundamentada num processo autônomo a obra  teve sua continuidade em Recife com o Apoio do Edital de Ocupação do Teatro Joaquim Cardozo/UFPE período de maio a julho de 2014 , o texto e a direção são de Samuel Santos e atuação de Naná Sodré. Tempo de duração 40min.

                                      Sobre a encenação

O essencial: O trabalho do ator. Cada ingrediente posto na cena depende do ator e da capacidade de degustar o seu oficio, sem amarras.   O jogo estabelecido vem como uma dança. O espaço vai sendo lapidado, modulado, criando formas, atmosferas tempo/espaço através do gesto, do corpo e da voz ator.
Tudo que é construído na cena vem do ator, não há subterfúgios na cenografia, no figurino e na luz. Na Receita isso não é apenas um conceito, é a proposta de trabalho do grupo e do seu diretor, definindo um ator pleno, preenchendo o espaço cênico com sua presença total.  A peça fala sobre a violência doméstica sofrida por uma mulher anônima que se abandona completamente e todos os dias é agredida. Só que essa mulher não é apenas uma, ela está condimentada e espalhada   pelo mundo em vários continentes e com diferentes sotaques . E mais uma vez seguimos pelos caminhos do hibridismo antropológico teatral, pois nos interessa a forma de representação de várias culturas. Onde o espectador se depara   com uma escritura cênica com várias conexões; Há a música, a dança, o verbo e uma atriz /atuante entregando-se   de corpo, alma e pensamento.
                                                    Apareça!

Serviço
Espetáculo "A RECEITA"
Local: Espaço O Poste
Endereço: Rua da Aurora,n.529,Térreo (Rua Princesa Isabel esquina com Rua da Aurora ao lado da SESP - Polícia Civil), Centro - Recife/PE)
Contato:(81) 8649-6713